quinta-feira, 26 de novembro de 2009
Não basta votar, é preciso participar
A política não está do jeito que gostamos em boa parte porque restringimos nossa participação política a votar, e não nos comunicamos com os mandatários do poder.
A lei recente em que os shoppings do Estado de São Paulo têm de oferecer estacionamento gratuito a consumidores que efetuaram compras superiores a 10 vezes a taxa de estacionamento é uma boa oportunidade para manifestar aos deputados estaduais o que você acha dessa lei.
É válido lembrar que a lei foi aprovada pela Assembléia Legislativa, vetada pelo governador, e a assembléia derrubou o veto.
Envie um e-mail para os deputados com a sua opinião
terça-feira, 24 de novembro de 2009
Breve Biografia
Upei na internet um trecho de um vídeo que fiz há cerca de um ano e meio. Nesse trecho, falo um pouco da minha trajetória profissional. Segue o vídeo abaixo.
Em breve colocarei na internet as músicas que gravei nesse vídeo.
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
Campanha Ficha Limpa - mobilize
O Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) está há cerca de dois anos à frente da aprovação de um projeto de lei de iniciativa popular que impediria de se candidatar a qualquer cargo político pessoas condenadas ou em julgamento por vários crimes.
Após um ano e meio arrecando cerca de um milhão e meio de assinaturas, o projeto de lei está na Câmara dos Deputados há alguns meses esperando a nomeação de um relator para iniciar seu caminho rumo à transformação do projeto em lei.
O site do MCCE está orientando os internautas a como se manifestar pedindo a tramitação e aprovação do projeto. Visite o http://www.mcce.org.br/node/96 para se informar o que fazer.
É rápido, e sua contribuição pode ajudar a tirar da política os maus-intencionados.
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Morre Nato Lima, dos Indios Tabajaras
Ontem faleceu de câncer o violonista brasileiro Nato Lima. Em duo com seu irmão, e em seguida com sua esposa, ele formou os Indios Tabajaras.
Índio de nascimento, conheceu o violão já adulto, adotou como sobrenome de um militar que entrou em contato com sua tribo, aprendeu música de forma autodidata e, tocando música erudita e latino-americana, ganhou os palcos dos EUA, país em que ele trabalhou na maior parte da sua carreira.
Recentemente, alguns músicos brasileiros, em especial Sérgio Assad, encabeçaram uma campanhar para arrecadar fundos para Nato Lima pagar os custos de seu tratamento, saldar dívidas e deixar algum dinheiro para sua esposa e companheiro de duo nos Indios Tabajaras, que está se recuperando também de câncer.
Para fazer doações, enviar para:
Mrs. Michiko Lima
345 West 58th Street, Apt. 14A
New York, NY 10019
Ou na conta de Michiko Lima:
Citibank N.A., Columbus Circle Branch
Acct 65997534, Routing number: 021000089
ou via PAYPAL na conta de michikolima@gmail.com
Mais informações sobre a Fundação Nato Lima em http://www.myspace.com/natolimafoundation (texto em inglês)
domingo, 15 de novembro de 2009
Rádio Cultura usa imagem de divulgação de recital que fiz em setembro
Veja isso: http://u.nu/2d3v3 (setembro) e isso: http://u.nu/4d3v3 (novembro).
Como dizem, o melhor elogio é a cópia... Parabéns, equipe do Ciclo de Concertos Pyndorama!
sábado, 14 de novembro de 2009
Artigo na Violão Pro 26
A revista Violão Pro 26, de novembro, publicou um artigo escrito por mim que trata sobre acessórios para postura ao tocar violão. Comento brevemente das opções que encontramos no mercado (banquinhos, apoios, almofadas, correias), e cito pontos positivos e negativos.
A revista pode ser encontrada nas bancas.
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Impressões de Jamaica e Moçambique
Foi um prazer ter a oportunidade de mostrar a música de Villa-Lobos na Jamaica e em Moçambique. Como disse o Toninho Carrasqueira em Maputo, "a vida de música tem essas alegrias de conhecer os parentes distantes". Gostaria de compartilhar com vocês um pouco da impressão que tive dos dois países.
A Jamaica que vi é bem diferente do que a gente imagina no Brasil. Praia, não vi nenhuma. A ilha tem uma floresta exuberante que de imediato desemboca num mar maravilhoso, mas com uma faixa de terra tão estreita que mal dá pra deixar os chinelos na areia. Aliás, me foi comentado que os empreendimentos turísticos importam areia a preços tão caros que há quadrilhas especializadas em roubo de areia.
A capital, Kingston, é uma das regiões metropolitanas mais violentas do mundo. Ano passado, foi a que teve o maior número de assassinatos per capita. Parte dessa violência se dá por preconceito. No país o homossexualismo é proibido por lei e gays e lésbicas são vítimas de violência.
Além disso, o uso de drogas é ilegal e reprimido. Quem quiser viajar pra fumar maconha é melhor embarcar num voo pra Amsterdã, pois portar um baseado na Jamaica pode te dar muitos problemas (além dos que a droga já vai te causar).
O povo jamaicano é muito alegre, musical e emotivo. Há um certo cuidado com o contato inicial com estrangeiros, mas se a relação já começa com educação eles são muito amistosos. Diria que é bem semelhante a visitar uma cidade nordestina de médio porte, como Natal.
Culturalmente, eles são muito próximos aos estadosunidenses, mas é difícil dizer quem influenciou quem. A cultura afro dos EUA deve muito à Jamaica, então é natural que na Jamaica exista muitas semelhanças com o dia-a-dia de um afrodescendente estadosunidense.
Mas a grande surpresa é que eles fazem um sorvete maravilhoso. Na Devon House (foto ao lado), uma típica mansão do tempo em que o país era uma colônia britânica, é possível apreciar um sorvete que rivaliza em qualidade com o italiano e o suíço. Fantástico.
Moçambique é um país fascinante, e lamento não ter tido a oportunidade de tirar muitas fotos. Há muitos camelôs nas ruas, e a abordagem deles é muito ostensiva. Um turista pode ser muito facilmente abordado por três, quatro camelôs ao mesmo tempo, com tamanha insistência, que pode estragar qualquer passeio.
Lá se fala o português, com um sotaque próximo ao de Portugal, pronunciando l, m e n sempre como tal (ou seja, Brasil é Brasil ao invés de Brasiu) e uma velocidade igual ao nosso sotaque. O moçambicana é amigável, mas tem aquela timidez inicial que vemos nas cidades do interior. Vencida essa timidez inicial, ele é muito amigável, solícito, honesto e respeitador. Lembra o povo de cidades pequenas de Minas Gerais, São Paulo ou Goiás.
O talento dos moçambicanos para as artes plásticas é algo impressionante. Em Maputo pude ver murais nas fachadas externas de edifícios públicos, além que alguns afrescos, e a intensidade das pinturas é impressionante. Inclusive no artesanato local, como esculturas de animais e bustos de pessoas, e pinturas em batik, é possível verificar a força deles. Me impressionou essa intensidade e expressividade das obras de arte que pude ver, e voltei pensando que, se o mundo parar para olhar o que eles estão produzindo em artes plásticas, ninguém vai fechar os olhos.
O clima é bem ameno. Lembrou-me bastante Brasília. Durante o dia peguei entre 25 a 30 graus, e à noite essa temperatura esfriava pra 18 a 25. Porém, Maputo está numa zona do Oceano Índico passível de sofrer furacões. Ano passado nenhum furacão passou pela cidade, e a estação dos furacões desse ano ainda está por começar.
Nos dois países brasileiros são queridos e bem-vindos. Acredito que você vai gostar de visitar esses países, amigo internauta, assim como gostei. Na Jamaica eles sabem pouco do Brasil (ainda estão pensando que a gente fala espanhol, entre outros), mas admiram a alegria e a cultura brasileira. Em Moçambique eles têm um contato maior com o Brasil, as televisões locais transmitem novelas brasileiras, gostam dos brasileiros, mas tem um quê de "aguardem só que nós vamos competir de igual com vocês". O que tem um lado bacana.
A propósito, na ida a Moçambique e na volta para o Brasil passei pela África do Sul. Fiquei impressionado com a forma como o país está preparado para a Copa de 2010. O aeroporto de Johannesburgo está muito acima do nível de qualquer aeroporto brasileiro, e os sul-africanos que lidam com turistas se comunicam bem em três, quatro idiomas. A gente vai passar sufoco pra oferecer em 2014 uma copa com o mesmo nível.
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Paixão por Villa-Lobos
Se você tem alguma foto de rua, praça, loja, parque, etc. de qualquer cidade, no Brasil e no exterior, com o nome Villa-Lobos, envie-a para alvaroguitar@gmail.com e a publicaremos aqui.
Vamos mostrar nos 50 anos de falecimento de Heitor Villa-Lobos que todos temos paixão por Villa-Lobos.
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Concerto em Maputo, Moçambique com o Quinteto Villa-Lobos
Em Maputo, capital de Moçambique, pra minha agradável surpresa tive a honra de dividir o palco com o Quinteto Villa-Lobos numa homenagem aos 50 anos de falecimento de Heitor Villa-Lobos. Toquei solo na primeira parte, na segunda parte o Quinteto Villa-Lobos mostrou a arte de quem há décadas é um dos principais grupos de câmara do Brasil, e no final fizemos uma brincadeirinha com o Choros no. 1.
Na foto, estou acompanhado pelos membros do Quinteto Villa-Lobos (Paulo em amarelo, Phillp em azul, Luís em amarelo, Aloísio em verde e Toninho em azul com branco), pelos responsáveis pela organização do evento (Fábio, da Embaixada do Brasil de terno, e a diretora do espaço em prateado), e por moçambicanos que prestigiaram o concerto (em branco).Em www.alvarohenrique.com/choros1comquinteto.mp3 é possível ouvir a versão do Choros 1 que apresentamos.
Foi uma alegria imensa conviver com essas fantásticas pessoas do Quinteto Villa-Lobos, e espero revê-las em breve.
Jornal jamaicano The Gleaner publica crítica de concerto de Alvaro Henrique com a Obra Integral para Violão de Heitor Villa-Lobos
Amigo internauta,
O jornal jamaicano de maior circulação, The Gleaner, publicou nessa segunda, 12 de outubro, uma crítica sobre as apresentações em Kingston em que toquei a Obra Completa para Violão de Heitor Villa-Lobos.
Na critica, the Gleaner fala das minhas próximas apresentações ao comentar que "após deliciar a platéia jamaicana, Alvaro Henrique parte para Moçambique", aborda a importância de Heitor Villa-Lobos para a música mundial (descrito como "o músico mais influente da América Latina"), e faz comentários elogiosos da apresentação, como "na música que Alvaro Henrique tocou havia belas melodias, a vida da música folclórica e das ruas, e havia humor e drama", e "tudo foi feito com um sorriso gentil, beneficiando sua música gentil em grande parte. Enquanto ele tocava, até as crianças ficavam ouvindo em silêncio"
A matéria pode ser lida no site do jornal, em inglês. O endereço é http://u.nu/3pii3quarta-feira, 7 de outubro de 2009
instrumentos à venda
Estou vendendo um violão 7 cordas, uma réplica de um violão do século XIX e um alaúde. Mais informações e contatos em http://www.alvarohenrique.com/venda.html
terça-feira, 6 de outubro de 2009
Franz Halasz em São Paulo
O violonista alemão Franz Halasz brindou o público paulistano com uma das suas raras apresentações. Publiquei uma resenha do concerto no site do Violão Mandrião. O link direto é http://www.violaomandriao.mus.br/the-news/158-resenha-franz-halasz-em-sao-paulo-movimento-violao.html