quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Uma homenagem que agradou

Amigo internauta,

No último sábado, dia 16 de janeiro, toquei no Museu Parque das Ruínas, no Rio de Janeiro, como parte da série Música no Museu.

O local é um casarão reconstruído no topo do morro de Santa Tereza, próximo ao famoso bondinho. Deste local é possível admirar a beleza natural do Rio, e lamento não ter tido a oportunidade de tirar fotos para relembrar as imagens que vi.

A apresentação começou às 11:30, num dia de muito calor. Ao passar o som na sala, comecei a me sentir mal em função da temperatura e tive de trocar de roupa para aguentar o verão carioca.

O público encheu a sala da apresentação, e diversas pessoas se sentaram no chão. Foi muito bom ver uma platéia variada, e uma honra ter a presença de Airton Soares, presidente da Associação de Violão do Rio (AV-Rio), e outros membros da entidade, além de colegas músicos e amigos, como um ex-aluno que hoje vive na Cidade Maravilhosa.

Estava um pouco nervoso com o programa. Somente a primeira obra do programa era uma peça querida do público, os 5 Prelúdios de Heitor Villa-Lobos. Incluí duas obras de Villa-Lobos recém descobertas, a Valse-Choro e a Valsa de Concerto no 2, que poucos violonistas tocam e uma parte muito pequena da platéia as conhece. Em seguida, estreei duas composições feitas para homenagear os 50 anos de Brasília: A Reconstrução de Brasília, do pernambucano Carlos Alberto da Silva, e os movimentos 1960 a 1969 de Brasília 50 (nome provisório), de Jorge Antunes, carioca radicado na capital federal há 30 anos. Pra encerrar, uma música de vanguarda em duo com o Clayton Vetromilla, professor de violão da Uni-Rio. É muita música contemporânea para um sábado de manhã, para uma platéia totalmente diferente dos festivais de música de vanguarda.

Mas o resultado foi muito positivo. O público compreendeu muito bem as obras, e conseguiu se identificar com elas. A obra do Carlos Alberto da Silva foi provavelmente a mais aplaudida do programa, e a beleza das duas estréias foi bem comentada. Algumas pessoas da platéia se emocionaram em alguns movimentos da obra de Jorge Antunes, e quiseram aplaudir antes do fim da música.

Como nas vezes anteriores, acho que a energia positiva do Rio vai me dar muita sorte nesse projeto das obras inéditas feitas em homenagem aos 50 anos de Brasília, e foi um prazer compartilhar esse repertório com o público carioca.

2 comentários:

  1. Olá Álvaro, tenho uma alegria imensa em poder acompanhar sua trajetória pelo mundo da música.
    Fico feliz em saber que a semente plantada, cresceu e tem dado frutos.
    Desejo a vc muito sucesso na sua carreira de músico e professor.
    Quando vier a Brasília nos visite na Espaço Sonoro.
    Um grande abraço
    Marta Borges

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  2. Olá Marta,
    Muito obrigado pela mensagem e pelo carinho. A semente que a Espaço Sonoro plantou foi fundamental para meu progresso!

    Amigo internauta, Marta Borges foi uma das minhas primeiras professoras de música e diretora da escola Espaço Sonoro, aonde comecei a estudar o violão. É uma das pessoas que me ajudaram a dar os primeiros passos nesse maravilhoso mundo da música, e sou grato por todo o carinho que ela teve naquele período.

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